Tuesday, July 15, 2008

Condenação e Salvação

Perdem todos tempo com amores inúteis e vagos. Baratos e curtos. Prometem o momento e cobram o infinito quando o segundo dura menos tempo do que o que a arvore-materna decidiu. Gastam-se em promessas vazias que são levadas pelo tempo. Durante toda a existência da humanidade as palavras foram dúbias e incompreendidas na sua totalidade.
Aborrece-me esta venda pouco rentável do sentimento e da integridade, aborrece-me o vazio e aborrece-me a ligação entre o amor e o rentável. Costumava incomodar-me a acusação de não ser como eles e de ser capaz de me ultrapassar, desdobrar a dignidade e quebrar a honra mas jamais vender o meu sentimento. Apontavam-me a honestidade intrínseca, o calor verdadeiro e humano, o derreter do gelo de dentro do coração projectado, posteriormente, no mundo. Julgavam-me porque não tinham habilidade e potencialidade para me condenarem . Auto desertei – me e pela primeira vez, eu e eles concordamos na palavra e ela teve um único sentido, com dois sustentos diferentes.
Tenho, nos momentos em que a Lua é estrangulada e não brilha na noite claustrofóbica, o alento de não ser como eles. E o dia seguinte, ou o que sucede ao seguinte, é sempre de céu azul aberto com tons levemente escuros e brilhantes.