Sunday, January 04, 2009

Despedida

Não posso deixar de sorrir perante a tua memória . O vento ainda me fala de ti às vezes, apesar de saber perfeitamente que o vento não fala. Sim, ainda me és importante.
Continuo a sentir o sorriso espalhar-se pelas veias, atenuar a raiva que envenenou o sangue há tantos anos atrás. Há momentos que duram um segundo e são, por isso, eternos na sua efemeridade. É-me impossível esquecer-te, a tua influência branca e quase angelical impede-me de desperdiçar a minha vida numa loucura instantânea, já não consigo ser o que era antes de ti. A tua expectativa positiva de mim fez com que parte se concretizasse.
Sendo esta a ultima carta, as ultimas palavras, as ultimas confissões, porque não dizer que organizaste parte do meu caos? E a tua lembrança corre-me nas veias , entre os picos de raiva, poderás fazer toda a diferença no apocalipse interior.