Não tornes o futuro quadrangular
E não penses no passado assim,
Como uma linha recta
Com um fim relativo e mórbido.
Foca o presente de perto
Para o encarares com o nervo azul
Do agora.
Vive feliz apenas com a semente de flor
Contenta-te com a hipótese de ela
Ser o Fogo Sagrado da Noite.
Reserva o grito mudo para as noites frívolas
Em que a Estrela te sacrifica
Ao Deus sangrento que
Renegaste.
Não te adivinhes. Não te prevejas.
Aprende a saber esperar e a não aceitar
Tudo o que seja impossível.
Só assim concretizarás a utopia.
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