Tuesday, June 25, 2013
A carta - um pequeno conto (Parte II)
A carta - um pequeno conto (Parte I)
Wednesday, June 19, 2013
Porque
Sunday, June 16, 2013
O nascimento da Sonoridade Azul
Sunday, March 17, 2013
Não temos tempo para ouvir música
Wednesday, March 13, 2013
Apelo à Arte
Sunday, February 17, 2013
Carta a um Amigo Perdido
Tuesday, January 22, 2013
Grunge
Monday, October 29, 2012
Contestação
Friday, July 27, 2012
Crescer sem nunca ser adulto
Thursday, July 26, 2012
"Adeus"
Monday, July 23, 2012
A chegada do Mestre entre a multidão - Parte II
O Nascimento do Mestre - Parte I
Wednesday, July 18, 2012
"Posso escrever os versos mais tristes esta noite"
Tuesday, July 17, 2012
Ser-se ateu
Tuesday, June 19, 2012
"Ter saudades do passado é correr atrás do vento"
Friday, June 08, 2012
Terra
Saturday, May 12, 2012
Simplicidade
E queremos todos ser importantes. Para alguem, para algo, em algum sentido. Tememos todos a morte, de uma maneira ou de outra, alguns conseguiram ultrapassa-la, epicuristas refinados na sua tese oculta de viver, conscientes ou não. Aprenderam a guardar carinhosamente os pequenos prazeres da vida, sejam eles o que forem. Temos todos de ser um projecto para nos e para os outros, é preciso que alguem aposte em nós naqueles instantes em que sentimos uma densa empatia pelo cavalo de corrida coxo que está só. Somos esse cavalo. Precisamos que alguem tenha o orgulho a depender da nossa postura.De ser uma inspiração para alguem, meia razão de uma salvação .Bem, pelo menos, algum de nos.
Simplicidade. O básico da essência humana é simples. Procura, encontra, rejubila-se, irrita-se, entristece-se. Ocasionalmente chora, esforça-se por rir o mais frequentemente possivel. Mas nada disto é simples, se procurares o porquê profundo, submerso, terás uma melhor e mais nítida imagem de ti – que é o que verdadeiramente procuras- e pouco mais que isso. Não julgues que é pouco. Já viste tudo o que se torna permitido fazer quando te conheces a ti? Podes rir mais alto, fazer com que a lágrima acalme a tua dor, conhecer o teu semelhante, saber onde erra o mundo, ah! tanta coisa.Simplicidade profunda complexa. É o que falta ao mundo. Acendo o cigarro, ouço música, deixo-me envelhecer numa florida juventude, activo numa aparente passividade sem moralismos, apenas ponderadas ideias que me ficaram da experiência. Pensar.
Wednesday, April 04, 2012
Fumar
Porque não preciso dessa densa irresponsabilidade para carregar , docemente, esta loucura. A loucura está em mim não numa qualquer rua perdida entrelaçada numa qualquer noite que, se fores a observar minuciosamente, foi igual a tantas outras.
Tenho todos os vicios que guardo afecto debaixo da pele e os teus vicios eram apenas semelhantes aos meus, não estavam assim tão proximos. Porque os concretizas para calar uma qualquer dor que encontras em ti e tens essa dificuldade cobarde em enfrentá-los no reflexo e eu não. São também a minha vida, parte de minha carne, se não tivesse vicios , viver me não saberia tao bem, é exactamente o momento em que os concretizo e que perco o paraiso espiritual que abraço a paz existencial. Faço-me Homem porque dão-me extraordinárias capacidades, os pequenos vicios. Sinto-me igual aos poetas e aos músicos e aos herois e a todo e qualqer homem comum, somos todos comuns, contrariar isto não é gastar a vida numa boémia linha de pensamento que tende a ser oca. Como tu fazes.
Porque só sou irresponsavel porque sou Homem, está-me no musculo mais inato que existe em meu corpo. Mas porque sou responsavel pelas consequencias que advem, não sou igual a ti. Tenho os meus vicios que são os teus vicios, mas não me orgulho deles, apenas tenho prazer em pratica-los e guardo esse bem-estar na incosciente memória. Tornam-me homem porque sinto a vida.
Tenho o maior vicio de todos, a causa de todos os vicios- tenho o vicio de viver, o mais humana e sabiamente possivel. E , essa, é toda e qualquer diferença que entre nos se instala. Eu sou absolutamente feliz na minha consentida efemiridade.
Tuesday, February 14, 2012
Inovação
E podes calar-te ou podes insistir em criar ruído – sou feliz no meu melódico silêncio. Amo a música porque é toda a essência que me conheço. E tudo o que desejo é uma morte que me não envergonhe. Só quero saber viver.
Penso quando penso e penso abstractamente quando não penso, penso sem pensar. Penso com toda a sensibilidade artística para o mundo que consigo encontrar em mim.
Por isso mantém-te no silêncio ou persiste no ruído, simplesmente, me não importa. Existo. Bebo a vida e à vida. Sou feliz. A tristeza do mundo é só necessária para ofereceres à arte um encanto humano de tão profundamente sobre-humano. E para aproveitares numa intensidade desenfreada consciente os dias cheios de um Sol que te limpam o espirito de cicatrizes que já não fazem sentido.
Não quero pensar sobre o se , o se é uma porta para um conceito de nada alheio – já fiz. E sou rei de mim proprio.