"But though Death searched for the third brother for many years, he was never able to find him. It was only when he had attained a great age that the youngest brother finally took of the Cloak of Invisibility and gave it to his son. And then he greeted Death as an old friend , and went with him gladly, and, equals, they departed this life"
Harry Potter and the Deathly Hallows
Wednesday, August 08, 2007
Tuesday, July 31, 2007
Silêncio
Trabalho a música. Cada música, corresponde a um texto, cada nota a uma palavra. A música errada conduz ao bloqueamento das ideias. Tenho de ouvir o som certo, no momento certo.
Ás vezes, o som é o silêncio. Curiosamente, é o mais difícil de ouvir. Quase ninguém está em paz.
Ás vezes, o som é o silêncio. Curiosamente, é o mais difícil de ouvir. Quase ninguém está em paz.
WinGs, Jullho
Saturday, July 28, 2007
Pessoa
Eu tenho idéias e razões,
Conheço a cor dos argumentos
E nunca chego aos corações
Fernando Pessoa, 1932
Conheço a cor dos argumentos
E nunca chego aos corações
Fernando Pessoa, 1932
Tuesday, July 10, 2007
Digo-te para reparares no arco-iris de tons mais azuis; o arco-iris que é a vida, que é a tua única existência. Mas não queres saber, só te preocupas com o mito do pote de ouro. Que gasto de tempo inutil!Porque escolheste ser tão pouco? Podias ter o mundo na tua mão. Sim! Podias ser dono de ti mesmo, ser livre. O pote de ouro é a prisão. Optaste por te vender. Dizes-me que és feliz assim. Como, se a ambição brilha de modo febril nos teus olhos e se a simplicidade está ausente nos teus gestos?
Escolheste o pote de ouro. Agora nunca encontrarás o arco-íris azul. E sem arco-íris não há pote de ouro. Inverteste tudo, baralhaste tudo!
Perdeste tudo.
Escolheste o pote de ouro. Agora nunca encontrarás o arco-íris azul. E sem arco-íris não há pote de ouro. Inverteste tudo, baralhaste tudo!
Perdeste tudo.
WinGs.
Julho, 2007
Wednesday, July 04, 2007
Desistência
Gostava que , pelo menos uma vez, não me tentassem estrangular os sonhos. Ou a mim.
Mas é inútil. Tentam-no. Vezes e vezes sem conta. E, se dantes, me perguntava “Porquê eu?” agora, a pergunta restante, é a até quando resiste a minha força. O Universo fecha-se claustrofobicamente.
Estou enfraquecida. As coisas, o mundo, começam-me a ser indiferentes.Torna-se tudo igual; tudo irritantemente parecido. Só se mantém diferente o azul que resume e abarca toda a minha vida. Toda a minha existência. O azul é o que me resta.
Enfim, talvez gostasse de ter sido outra pessoa. Talvez quisesse ter tido outra vida. Agora é irrelevante. Sempre foi. O “se” o pensamento dos cobardes. E uma perda de tempo.
Podia esconder-me por detrás do destino e dizer que fui condenada. Mas não, não acredito. A vida é um deserto aberto sem ventos decisivos. Eu escolhi o vento que me parecia mais bonito.
Condenei-me.
Estou enfraquecida. As coisas, o mundo, começam-me a ser indiferentes.Torna-se tudo igual; tudo irritantemente parecido. Só se mantém diferente o azul que resume e abarca toda a minha vida. Toda a minha existência. O azul é o que me resta.
Enfim, talvez gostasse de ter sido outra pessoa. Talvez quisesse ter tido outra vida. Agora é irrelevante. Sempre foi. O “se” o pensamento dos cobardes. E uma perda de tempo.
Podia esconder-me por detrás do destino e dizer que fui condenada. Mas não, não acredito. A vida é um deserto aberto sem ventos decisivos. Eu escolhi o vento que me parecia mais bonito.
Condenei-me.
Saturday, June 16, 2007
Mundos Paralelos
"Subitamente encontrou-a . Avançou e recuou um pouco, observando o rebordo. Tal como tinha descoberto na noite anterior, em Oxford, a janela só era visivel de um lado ; quando se dava a volta para o lado de tras, ficava invisível. E o Sol a bater na relva do outro lado da janela era exactamente como o Sol a bater na relva daquele lado, embora inexplicavelmente diferente."
in Torre dos Anjos, Philip Pullman
Friday, June 15, 2007
Cansaço Emocional
Cansaço. É tudo o que sinto. Os musculos quase nao respondem , o cerebro quase nao pensa.
E farto-me desta vida, deste mundo tão efémero, tão fragil . Os exageros e superficialidades da maioria das pessoas exasperam-me. Agridem-me ligeiramente.
So quero que isto acabe, que chegue ao fim. Desejo, ansiosamente, o consolo azul do mar.
Que saudades do tempo em que os jardins estavam cheios de rosas floridas e brilhantes. Abro essa mesma porta e so observo espinhos. A janela que dava para o mar está trancada. Só me resta um leve cheiro à brisa marinha.
Cansaço. Só me resta o cheiro do mar. É tudo o que sinto.
Thursday, June 14, 2007
Metáforas
"Não tenho mais metáforas
para ti
Já experimentei o silêncio;
a trizteza dos meus olhos.
Onde estás?Onde vives?
Pensava que estavas aqui.
Dantes tinhas medo que eu
fosse embora
Hoje és tu quem está longe.
Não tenho mais metáforas
Vou ter de usar as palaras
exactas.
Dantes existias para me
poupar a isso"
Poema de Lúcia Barão
para ti
Já experimentei o silêncio;
a trizteza dos meus olhos.
Onde estás?Onde vives?
Pensava que estavas aqui.
Dantes tinhas medo que eu
fosse embora
Hoje és tu quem está longe.
Não tenho mais metáforas
Vou ter de usar as palaras
exactas.
Dantes existias para me
poupar a isso"
Poema de Lúcia Barão
Tuesday, June 12, 2007
Matemática e poesia
"Andamos em voltas rectas
Na mesma esfera,
Onde ao menos nos vemos
Porque o fumo passou."
Excerto de Laços, Toranja
( homenagem a Alice)
Na mesma esfera,
Onde ao menos nos vemos
Porque o fumo passou."
Excerto de Laços, Toranja
( homenagem a Alice)
Friday, June 08, 2007
Optimismo
"Conhecer alguém aqui e ali que pensa e sente como nós , e que embora distante, está perto em espírito, eis o que faz da Terra um jardim habitado"
Goethe
Wednesday, June 06, 2007
O Fim
O rapaz sentou-se na mesa da rapariga. Não se cumprimentaram.
Quando o empregado chegou, ele pediu um café com chocolate e natas. Ela riu-se, trocista. Disse que ele era estranho, que fazia questão de ser diferente. Homem exibicionista, tinha de começar a considerar ser como o resto das pessoas, enveredar pelo caminho certo. Ele suspirou, enquanto a jovem- mulher continuava a sua crítica aparentemente instrutiva.
Após deixar a rapariga acabar o discurso, o jovem recorrendo à réstia de amor que –lhe tinha, falou. E sentiu, com um arrepio frio, que era a última vez que lhe falava, quando referiu que existiam caminhos melhores que outros, mas não existiam caminhos certos. Que se ela reparasse mais nas pessoas perceberia que ninguém è igual a ninguem.”Somos todos diferentes. Alteramo-nos nos nossos pormenores.”- tentou o rapaz.
Mas a rapariga, inflexível nas suas ideias e atitudes, riu-se com um olhar ainda mais trocista. O rapaz suspirou e saiu do café com um ar indiferente – tinha esgotado a última réstia de amor. Saiu como entrou: só. Não disse Adeus a ninguém. Não era preciso. As únicas coisas que partilhavam eram o conhecimento de que o fim da relação deles seria duro , quase como uma anestesia, e a não necessidade de dizer Adeus – já tinham feito isso muito antes de ele entrar no café . Há detalhes nas pessoas que o amor pode não suportar.
Na verdade, limitou-se a caminhar calmamente para a saída. O amor chegara ao fim.
Quando o empregado chegou, ele pediu um café com chocolate e natas. Ela riu-se, trocista. Disse que ele era estranho, que fazia questão de ser diferente. Homem exibicionista, tinha de começar a considerar ser como o resto das pessoas, enveredar pelo caminho certo. Ele suspirou, enquanto a jovem- mulher continuava a sua crítica aparentemente instrutiva.
Após deixar a rapariga acabar o discurso, o jovem recorrendo à réstia de amor que –lhe tinha, falou. E sentiu, com um arrepio frio, que era a última vez que lhe falava, quando referiu que existiam caminhos melhores que outros, mas não existiam caminhos certos. Que se ela reparasse mais nas pessoas perceberia que ninguém è igual a ninguem.”Somos todos diferentes. Alteramo-nos nos nossos pormenores.”- tentou o rapaz.
Mas a rapariga, inflexível nas suas ideias e atitudes, riu-se com um olhar ainda mais trocista. O rapaz suspirou e saiu do café com um ar indiferente – tinha esgotado a última réstia de amor. Saiu como entrou: só. Não disse Adeus a ninguém. Não era preciso. As únicas coisas que partilhavam eram o conhecimento de que o fim da relação deles seria duro , quase como uma anestesia, e a não necessidade de dizer Adeus – já tinham feito isso muito antes de ele entrar no café . Há detalhes nas pessoas que o amor pode não suportar.
Na verdade, limitou-se a caminhar calmamente para a saída. O amor chegara ao fim.
WinGs
Tuesday, June 05, 2007
Mentiras
A vida é, por vezes injustiça. Geralmente, apenas por um curto espaço de tempo.
Sim, há momentos em que nos sentimos injustiçados, em que o nosso valor e aldrabado e manipulado. O valor, o valor... Que é uma coisa objectiva, matemática até: ou é ou não é, isto é, não há meio termo.
Mas, há, as vezes , em certos casos. O valor é manipulado, aldrabado. Oh se é!
Mas o nosso valor - o que nos somos, mais concretamente - é inegável e não pode ser ignorado ou modificado. Uma ilusão é sempre uma ilusão. Somos sempre nós, temos sempre o nosso valor, que aumenta e diminui conforme as nosas acções. Não conforme as vontades e as simpatias dos outros.
Como a ignorância é eterna!... E "Uma mentira, mesmo que a digam milhares de bocas, não deixa de ser uma mentira"
Monday, June 04, 2007
Quero ser Cobarde
Quero fugir, quero ser cobarde. Desde que sai daqui, deste sítio que conheço de cor, que viu o melhor de mim e o pior de mim... Quero partir, quero sair. Mas não, não quero mudar.é so mesmo vontade de ceder á cobardia de voltar as costas.
É uma lástima que te tenha de enfrentar mais cedo ou mais tarde, porque senão, acredita , fugirira. De qualqer forma, o que é cobardia, vontade de assumir que se quer fugir ou fugir efectivamente?
Quero ser cobarde... mas não consigo...é uma lástima...seria a minha unica acção corajosa.
Thursday, May 31, 2007
Aula
A aula? Um tédio.
Bocejo. Aceno. Olho para o livro. Controlo o relógio.
Penso no fim da aula, no fim da tarde. No fim disto, deste tempo. A alma esboça um sorriso sarcástico: sabe que o fim está muitissimo longe. E hoje, inevitavelmente, não está um dia de sol.
Respiro fundo. Bocejo mentalmente. Passaram dez minutos (só?!?). Escrevi um texto. Tanto que aínda falta!...
Chegará ao fim, a aula, eu sei. Mas até lá, espera-me o infinito.
Enfim, passaram mais cinco minutos.
Tuesday, May 29, 2007
Pensamentos
Espero. E o tempo que espero provoca-me rugas profundas no rosto, no espírito.
Gostava de não ter de estar aqui, à espera. O correcto prende-me inevitavelmente à cadeira da secretária. Tanto que daria para ser livre, para estar noutro sítio mais apetecível . Os meus olhos vão-se cansado, sem que se fechem. Não estão autorizados. Tanto que daria para estar longe..
Mas contínuo à espera. O sono e o cansaço vão- me anulando, aos poucos. Mas nunca tanto como esta espera rídicula. Esta espera impotente, que será derradeiramente inútil. Eu sei.
No entanto, permaneço aqui. Agarrada à hípotese minuscula de poder resultar. De a espera poder ser útil.
Como sempre, como todos nós. Agarramo-nos sempre a hipotese positiva. "A esperança é um empréstimo que pedimos à felicidade"
E continuo à espera.
De quê?
Sunday, May 13, 2007
O grande Oscar Wilde
"Os parentes não passam de uma tediosa matilha de pessoas que não têm a mínima noção de como viver , nem a mais remota percepção de quando oportunamente morrer"
Oscar Wilde
Oscar Wilde
Friday, May 11, 2007
Confusão
Hoje não me apetece escrever. Mas, simultaneamente, quero: sinto o sol em mim. Estou dinâmica. Queria dizer tudo, falar sobre o universo infinito!Mas a vida é tão simples e tão bela assim. Escreveria sobre o quê?O Mar, sempre belo e periogoso, no seu azul imenso?Ou talvez sobre o amor, sentimento grandioso que nos muda a nós e transforma a nossa vida. Sobre a vida efémera?
Não. Nao sei sobre o que escrever. E la esta, Fernando Pessoa outra vez: escrevi sobre a minha incapacidade de escrever.
E tanto qe eu tinha para dizer...
Não. Nao sei sobre o que escrever. E la esta, Fernando Pessoa outra vez: escrevi sobre a minha incapacidade de escrever.
E tanto qe eu tinha para dizer...
Thursday, May 10, 2007
Nós
'All we are is dust in the wind'
E é isto que às vezes - sò às vezes! - somos : algo muito efémero e fragil. Algo tao facil de destruir e ignorar... Enfim, dust... demasiado pequenos para um universo tao grande, demasiado ignorantes para um mundo tao complexo ...
Um obrigado à Nádia por me ter "emprestado' a frase que ela própria criou
E é isto que às vezes - sò às vezes! - somos : algo muito efémero e fragil. Algo tao facil de destruir e ignorar... Enfim, dust... demasiado pequenos para um universo tao grande, demasiado ignorantes para um mundo tao complexo ...
Um obrigado à Nádia por me ter "emprestado' a frase que ela própria criou
Sunday, May 06, 2007
Aos Amigos
Um amigo "é alguém com que se pode pensar em voz alta." Às vezes a nossa ultima instancia;a nossa ultima viagem. Falo de amigos a sério, claro. Amizades áureas e duradoras. Não daquelas que se encontram ao virar da esquina. Refiro-me exactamente à aceitação das diferenças entre um e outro, à partilha da dor e da alegria e à inter-ajuda. Numa amizade reluzente está ímplicito um sentimento bom e puro, muito banal superficialmente (quem não diz palavras bonitas sobre a amizade?) e muito raro quando apreciado profundamente. Amizade implica o uso da moral e da lealdade.
E sim, efectivamente a maioria das pessoas não tem amigos- tem, antes, relações de conveniencia.
À Beatriz
WinGs, Maio 2007
Saturday, May 05, 2007
Raiva Fria
Não vês?Não consegues visualizar o rídiculo que és? Um palhaço triste de alma presunçosa e coração ocioso... só que queria que te visses! Não digo para te pareceres comigo - serias um tipo diferente de palhaço triste. Só peço que pares de tentar mudar-me. É pedir muito? Talvez. Se ao menos visses quem és... Perguntas-me se vejo quem sou. Hesito. Talvez não me veja. Talvez não saiba.
Mas de qualquer forma, não sou como tu. É já um começo...
Mas de qualquer forma, não sou como tu. É já um começo...
Wings
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